Skyline da Cidade do Panamá reflete crescimento econômico das últimas décadas

A skyline da Cidade do Panamá é uma das mais verticalizadas da América Latina e reflete o crescimento econômico acelerado do país desde o início dos anos 2000. A capital concentra dezenas de edifícios residenciais, comerciais e corporativos de grande altura, especialmente ao longo da Avenida Balboa, Punta Pacífica e Costa del Este.

Segundo o Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH), organização internacional que monitora edifícios altos em todo o mundo, a Cidade do Panamá possui 66 edifícios com altura superior a 150 metros — o suficiente para colocar a capital na 25ª posição mundial em número de arranha-céus, atrás apenas de Nova York e Chicago nas Américas, à frente de cidades como Miami e Houston.

Em comparação com outras cidades da região, a densidade de arranha-céus da Cidade do Panamá é significativa, especialmente considerando sua população de pouco mais de 2 milhões de habitantes na região metropolitana. O desenvolvimento vertical é resultado direto da expansão econômica, da presença de multinacionais e do fortalecimento do país como centro financeiro e logístico internacional.

Entre os edifícios mais altos está a JW Marriott Panama Tower, com 284 metros de altura e 70 andares — o edifício mais alto de todo o Panamá e da América Central, e um dos marcos visuais mais reconhecidos da cidade.

O crescimento urbano foi impulsionado por fatores como a estabilidade econômica, o uso do dólar americano como moeda oficial e o aumento do investimento internacional no setor imobiliário. A economia panamenha, uma das que mais cresceram na América Latina nas últimas três décadas, segue em expansão — com um crescimento estimado entre 3% e 4% ao ano nos últimos períodos, mesmo após a desaceleração natural que sucedeu o forte boom pós-pandemia.

Esse desenvolvimento consolidou a Cidade do Panamá como um polo regional de negócios e um dos principais destinos para investimento imobiliário e residência internacional.